SILVANA BRANCHINI CRISTOFOLLI | | Artesã
- Ricardo Veras
- 18 de mar.
- 2 min de leitura
Atualizado: 5 de abr.

Em um tempo marcado pela velocidade e pela produção em escala, o trabalho manual volta a ganhar espaço e significado — e é justamente nesse movimento de resgate que histórias como a da artesã gramadense Silvana Branchini Cristofolli se destacam.
Assista:
Aos 49 anos, aposentada e natural de Gramado, Silvana carrega em suas mãos muito mais do que fios e agulhas: carrega tradição, memória e identidade. Descendente de italianos, ela representa uma herança cultural que encontra no artesanato uma forma de permanecer viva, atravessando gerações e se reinventando com o passar do tempo.
O crochê, técnica que hoje é a base de seu trabalho, surgiu em sua vida por meio de um curso. Mas foi com dedicação e curiosidade que Silvana deu novos passos, buscando aperfeiçoamento em vídeos na internet — um exemplo claro de como o saber tradicional dialoga com as ferramentas contemporâneas, fortalecendo ainda mais o fazer artesanal.
Cada peça produzida por Silvana é única, resultado de um processo que exige tempo, paciência e sensibilidade — características que contrastam com a lógica industrial, mas que justamente por isso ganham ainda mais valor nos dias atuais. O artesanato, antes muitas vezes visto como algo simples ou secundário, retorna com força como expressão artística e também como alternativa econômica sustentável.
Integrante da Feira Criativa Joaquina e da Feira Criativa Encantos da Serra, Silvana faz parte de um movimento maior que fortalece o cenário da economia criativa em Gramado. Esses espaços têm se consolidado como vitrines importantes para artistas e artesãos locais, aproximando o público de produtos autênticos e carregados de história.
Mais do que produzir peças em crochê, Silvana contribui para manter viva uma tradição que poderia se perder com o tempo. Seu trabalho reforça a importância de valorizar o feito à mão, reconhecendo no artesanato não apenas um produto, mas uma forma de expressão cultural, resistência e conexão com as raízes.
Em cada ponto, uma história. Em cada criação, a prova de que o artesanal segue mais atual do que nunca. Jornalista Ricardo Veras - Paralelo 29 Comunicação e Artes Ltda
Projeto realizado com recursos da lei 14.399/2022 – Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura (PNAB)




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